Notícias

MPRJ realiza formação para aplicação do FONAR

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, através do Instituto de Educação Roberto Bernardes Barroso (IERBB/MPRJ) e do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher (CAO Violência Doméstica/MPRJ), encerrou, nesta quinta-feira (02/07), o curso “Formação para aplicação do FONAR — Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Lei nº 14.149/2021)”.

O curso teve como objetivo qualificar os participantes para aplicação do FONAR, por meio da identificação, análise, avaliação e monitoramento de fatores e níveis de risco, auxiliando na tomada de decisão técnica e na gestão do risco. Dessa forma, o MPRJ busca o fortalecimento da atuação e a adoção de respostas institucionais mais eficazes e qualificadas no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

A aula de encerramento foi conduzida por Marcela Medeiros, doutora em Psicologia Clínica e Cultura pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultural do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB). Durante a exposição, voltada para a capacitação especializada para uma abordagem técnica e monitoramento complementar do risco, a especialista falou sobre avaliação de riscos para tomada de decisões com relação a intervenções apropriadas para uma vítima-sobrevivente.

Na sequência, apresentou a estrutura do FONAR, que é dividido em questões objetivas, de respostas imediatas que servem para a tomada de medidas iniciais de proteção e urgência, e uma avaliação semiestruturada complementar, mais aprofundada. Esta segunda parte do formulário é respondida através de uma entrevista, que deve ser conduzida pelo profissional de maneira segura, sem constranger ou revitimizar a pessoa. Marcela percorreu os eixos do FONAR, destacando pontos que precisam de atenção durante a aplicação do questionário e da entrevista, bem como perguntas que podem auxiliar no processo.

Por fim, a palestrante explicou como registrar os dados obtidos, que devem subsidiar a decisão de proteção sem inferir além do que foi coletado. O registro deve ser descritivo, objetivo, sucinto e acionável. A partir disso, é possível transformar a entrevista em decisão, criando um plano de ação.

Encerrando o curso, as promotoras de Justiça Isabela Jourdan e Eyleen Marenco, coordenadora e subcoordenadora do CAO Violência Doméstica/MPRJ, ressaltaram a importância da aula e do FONAR para auxiliar nas tomadas de decisão. A procuradora de Justiça Patrícia Carvão apresentou para os participantes o Núcleo de Apoio à Vítima (NAV/MPRJ), do qual é coordenadora, e as suas áreas de atuação. Também destacou a relevância de uma escuta ativa e acolhedora da vítima, que pode ser oferecida por integrantes do MPRJ, ainda que não tenham formação na área de psicologia. A escuta não precisa necessariamente ser terapêutica para evitar a revitimização.

A formação, organizada pelas promotoras de Justiça Isabela Jourdan e Eyleen Marenco, foi realizada de maneira remota através da plataforma Teams. Oferecido para membros, servidores do MPRJ e integrantes da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher que atuam no atendimento a mulheres em situação de violência, o curso reuniu cerca de 750 participantes.

A primeira aula ocorreu quarta-feira (01/07) e foi ministrada por Thiago Pierobom, promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), e integrante do Grupo de Trabalho sobre Violência Doméstica contra a Mulher da Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Sobre o FONAR
O FONAR é um instrumento destinado a identificar fatores de risco de violência doméstica, avaliar a gravidade da situação, subsidiar medidas protetivas e cautelares e orientar encaminhamentos da rede de proteção. Foi instituído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo CNMP, por meio da Resolução Conjunta nª 5, de 3 de março de 2020, que definiu sua finalidade, forma de aplicação e destinação, como parte da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres (Resolução CNJ nª 254/2018) e das políticas públicas implementadas pelo CNMP.

Por MPRJ

MPRJ realiza formação para aplicação do FONAR


MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO


OUVIDORIA

Avenida General Justo, 375, 4ºandar
CEP 20021130

SOBRE